A MADEIRA E A SUA HISTÓRIA
 
Eis os principais factos históricos que vos reconstituirão, de maneira concisa, o passado desta ilha já muito cobiçada à época.
 
Há 35 milhões de anos erupções vulcânicas sob o Atlântico forma a ilha.
 
Século XV, os Portugueses iniciam as descobertas marítimas.
 
Em 1418 o navegador "João Gonçalves Zarco" descobre o arquipélago.
 
1419-1420:  - A coroa portuguesa reivindica a ilha.
 
                    -"Zarco" é nomeado Co-governador da Madeira com "Tristão Vaz Teixeira" e "Bartolomeu Perestrelo" governador de Porto Santo."
 
                    - Início da colonização e das obras na ilha.
 
De 1420 até 1427, um incêndio mal controlado para desbravar a terra, queimará vários hectares de floresta. Mas a terra de origem vulcânica, a água em abundância e as cinzas (como adubos) permitem assim obter uma terra muito fértil para as culturas. Os Portugueses decidem então fazer vir a cana-de-açúcar da Itália e a vinha (videira de Malvoisie) da Creta. As colheitas são muito frutuosas.
 
Em 1478, "Cristóvão Colombo" navega até a Madeira para comprar açúcar. Encontra a filha do governador de Porto Santo e a esposa. Conta-se que é graça à sua estadia na ilha que "Colombo" aprendeu a navegar e conhecer o oceano. Diz-se também que é aqui que teria tido a ideia de empreender a sua viagem em 1492.
 
Em 1566, o corsário francês "Bertrand de Montluc" atinge o porto do Funchal com uma armada 11 galeões e 1300 homens. Faz reinar o terror durante 16 dias, pilha a ilha, destrói as reservas de açúcar e mata 300 madeirenses.
 
Em 1580, quando o rei de Espanha "Filipe II" proclama-se rei de Portugal, a Madeira torna-se possa espanhola durante 60 anos.
 
Durante o século XVI, a Madeira perde a sua dominação sobre a indústria da cana-de-açúcar em proveito do Brasil.
 
Em 1662, "Carlos II" de Inglaterra casa com "Catarina de Bragança". Uma das cláusulas do contrato do casamento permite à Carlos II de possuir a ilha. O vinho da Madeira passa a ser o único vinho autorizado a ser exportado para as colónias americanas, com a condição que seja sobre navios ingleses. Este privilégio irá atrair muitos Ingleses sobre a ilha, tanto que se formaram verdadeiras dinastias: o "Blandy" e o "Leacock". Em 1800 exportações calculavam-se à 9 milhões de garrafas por ano.
 
Em 1801 tropas ingleses desembarcam sobre a ilha para a proteger de uma eventual invasão francesa, mas retiraram-se após o tratado Amiens em 1802.
 
Em 1807 o tratado é comprometido e as tropas ingleses regressam até 1814.
 
Em 1852, 90% dos vinhedos são destruídos.
 
Em 1856, a cólera faz cerca de 7000 vítimas.
 
Em 1873, o phylloxera destrói o resto das plantações.
 
Em 1916, Portugal entra em guerra (1ª guerra mundial). Em Dezembro, o Funchal, devido à sua posição estratégica, é bombardeado pelos alemães.
 
Meados do século XX, a Madeira começa a desenvolver a sua indústria turística atraindo uma clientela rica e aristocrática. O célebre hotel "Reids" abre em 1890 e uma linha de hidroavião é instaurada à partida de Lisboa desde 1921. A ilha ganhou as suas cartas de nobreza, quando o último imperador austro-húngaro, "Carlos 1" da Áustria ("Carlos IV" da Hungria), escolhe a ilha como lugar de exílio após a guerra.
 
Em 1974, após um golpe de estado em Portugal, a Madeira recebe o estatuto de território autónomo.
 
Em 1986, Portugal entra na CEE e a Madeira junta-se por consequência a actual União Europeia.
 
Hoje em dia pareceria que o turismo seja chamado de permanecer a indústria número 1 da ilha.

 

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